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Recursos Humanos Ansiedade ocupacional: como o RH pode combater na empresa?
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Ansiedade ocupacional: como o RH pode combater na empresa?

Foto do autor Escrito por: Luiz Fernando Moura 05 de maio de 2026

Não é novidade para ninguém: olhar para o bem-estar dos colaboradores tem sido uma das estratégias mais buscadas pelas empresas, já que, muitas vezes, está diretamente ligado ao desempenho e à retenção de talentos. Entre tantos desafios, um tema que tem chamado a atenção das lideranças é a ansiedade ocupacional. Você já ouviu falar?

Ao contrário da Síndrome de Burnout, que representa o esgotamento profissional, é importante entender que, antes dela se manifestar, outros problemas de saúde mental começam a dar as caras e impactar a rotina de trabalho, como o estresse e, consequentemente, a ansiedade.

Prevenir é o primeiro passo para garantir o bem-estar dos colaboradores. Para entender melhor sobre o assunto, separamos e responderemos algumas dúvidas:

Se você, enquanto RH, se preocupa com o bem-estar de cada colaborador, fique com a gente até o final deste conteúdo. Separamos dicas que vão ajudar na gestão de pessoas e na promoção da qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho.

Vamos lá?

O que é ansiedade ocupacional?

Moça com ansiedade ocupacional
 A ansiedade ocupacional pode ser revertida. Entenda como

Desde a pandemia, muito se tem falado sobre “ansiedade”, visto que, ao longo desse período, muitas pessoas acabaram desenvolvendo esse transtorno mental devido ao isolamento social e ao medo do desconhecido.

No entanto, ela não está estritamente relacionada à vida pessoal; pelo contrário, também tem relação com o ambiente de trabalho e com situações de estresse vivenciadas dentro da empresa, dando origem à ansiedade ocupacional. 

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, divulgados em matéria do g1, de 2024 para 2025, o número de afastamentos por ansiedade (166.489 casos) e depressão (126.608) cresceu 15% no país. Além disso, embora o problema possa ocorrer com todas as pessoas, as mulheres tendem a desenvolver a condição mais do que os homens, considerando a carga de responsabilidades e a pressão da sociedade.

Mas, afinal, o que é ansiedade ocupacional na prática? Por exemplo: ao acordar para ir trabalhar, o colaborador sente apreensão ou medo, como se estivesse inseguro para interagir ou realizar suas tarefas perto de outras pessoas ao chegar à empresa. Caso já tenha presenciado alguma situação parecida, saiba que este é apenas um dos sinais do problema!

Quais são as causas da ansiedade ocupacional?

A ansiedade ocupacional não possui apenas uma única causa para se manifestar, pois existem diferentes situações específicas no ambiente de trabalho que podem desencadeá-la. Além disso, essas situações variam bastante de uma pessoa para outra.

Por isso, conhecer as principais causas é o primeiro passo para identificar possíveis problemas de gestão e garantir que as pessoas se sintam confortáveis e seguras no ambiente em que estão.

A seguir, confira algumas das causas: 

Sobrecarga de trabalho

Entre tantas causas, a sobrecarga é unânime entre as pessoas que se sentem ansiosas no ambiente de trabalho. Esse problema se dá devido a diferentes fatores, como o excesso de demandas ao longo do dia e prazos curtos para a entrega de projetos importantes.

Metas abusivas

Além disso, dependendo da empresa, é natural haver metas individuais e em grupo para atingir os resultados da organização. O problema começa a surgir quando elas se tornam desproporcionais ou inalcançáveis, fazendo com que o colaborador trabalhe e se esforce continuamente sem conseguir atingi-las, gerando frustração profissional.

Falta de clareza nas funções

Quando um colaborador é contratado, recebe normalmente a descrição da vaga, que contém todas as entregas previstas para aquela função. Contudo, sabemos que nem sempre isso é respeitado, fazendo com que o trabalhador precise entregar tarefas além do que foi acordado inicialmente.

Liderança autoritária

Projetos precisam ser compartilhados e trabalhados a quatro mãos. Afinal, quanto mais pessoas pensam, mais ideias surgem e menores são os erros. 

No entanto, em algumas empresas, há líderes autoritários, que, muitas vezes, preferem decidir tudo sozinhos e apenas delegar, desmotivando a equipe e gerando ansiedade. 

Ambiente competitivo

Lembra das metas que comentamos dos tópicos acima? Dependendo de como elas são estruturadas, podem gerar competições negativas entre os colaboradores, gerando desconfortos e inimizades, sendo que, na verdade, é importante que seja um ambiente de trabalho em equipe.

Falta de reconhecimento

RH, na sua empresa, de quanto em quanto tempo os colaboradores são reconhecidos pelas entregas? O que para alguns pode parecer bobagem, para os profissionais isso pode representar desvalorização.

Reconhecer entre um projeto e outro é uma maneira de mostrar que o trabalho está sendo feito corretamente. Caso contrário, a falta de reconhecimento pode gerar insegurança e medo de falhar.

Um ponto importante: a ansiedade ocupacional, embora esteja, na maioria das vezes, relacionada às condições e aos comportamentos estabelecidos pela empresa, existem também alguns fatores individuais que devem ser observados, como baixa autoestima profissional, dificuldade em lidar com pressão e medo de demissão.

Por isso, quanto mais próximo o time de RH e a liderança estiverem de seus colaboradores, mais fácil será identificar as causas e pensar em soluções para impactar positivamente a rotina de todos.

Quais são os sintomas de ansiedade no ambiente de trabalho?

Homem com ansiedade ocupacional
Um dos principais sintomas da ansiedade ocupacional é falta de vontade de trabalhar. Conheça algumas outras

Os sintomas da ansiedade ocupacional não são apenas emocionais; eles também são físicos e comportamentais. Ao colocar os três na balança, a qualidade de vida, tanto profissional quanto pessoal, começa automaticamente a ser afetada. Confira: 

  • Irritabilidade;
  • Falta de foco;
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Procrastinação;
  • Medo recorrente;
  • Isolamento social;
  • Falta de memória;
  • Falta de motivação;
  • Cansaço recorrente;
  • Aumento do estresse;
  • Problemas digestivos;
  • Preocupação excessiva;
  • Queda de produtividade;
  • Sensação de incapacidade;
  • Tremores e sudorese frequentes;
  • Entre outros.

Como o RH pode ajudar a combater a ansiedade ocupacional no dia a dia dos colaboradores?

O RH, junto à liderança, possui um papel fundamental no que diz respeito à ansiedade ocupacional de seus colaboradores. Após entender as causas, que estão relacionadas aos problemas internos da empresa, é possível propor melhorias no ambiente de trabalho para garantir a saúde e o bem-estar de todos.

É claro que essas mudanças não virão da noite para o dia, e tampouco os problemas serão resolvidos rapidamente. Por outro lado, com pequenas mudanças no dia a dia, os colaboradores entendem que a empresa se importa com cada um e que ela está disposta a dar suporte. 

Antes de sugerirmos algumas iniciativas, o primeiro passo consiste em ouvir o time. Entender como se sentem, onde a empresa está errando e pode melhorar e, por que não, pedir sugestões do que gostariam de ver de mudança na rotina de trabalho. Lembre-se: uma empresa é feita de pessoas e, sem elas, não há como seguir em frente.

Vencendo a ansiedade ocupacional
O ambiente de trabalho é agradável? Caso não seja, tente criar um espaço menos intimidador

Escutou o que os seus colaboradores têm a dizer? Confira algumas sugestões de iniciativas para combater a ansiedade ocupacional:

  1. Crie um ambiente acolhedor;
  2. Incentive o trabalho em equipe;
  3. Respeite horários de descanso;
  4. Revise todas as metas e prazos;
  5. Incentive feedbacks construtivos;
  6. Organize palestras e workshops com especialistas;
  7. Ofereça programas de bem-estar, como terapia e meditação;
  8. Promova um ambiente confortável para o horário de trabalho;
  9. Tenha um canal de ouvidoria anônimo e seguro para denúncias.

Por último, mas não menos importante, ofereça treinamentos para as lideranças. Em cargos de liderança, independentemente de qual seja a posição, é importante que as pessoas que ocupam esses cargos sejam empáticas e saibam gerenciar o time com empatia e respeito.

Anotou todas essas dicas? Coloque-as em prática e ajude o seu time a combater a ansiedade ocupacional!

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