Síndrome do protagonista: você tem esse comportamento?
Você convive ou já conviveu com alguém, seja no trabalho, em casa ou na roda de amigos, que possui o famoso “ego inflado”? A autovalorização faz bem ao bem-estar, mas, em excesso, pode contribuir para o desenvolvimento da síndrome do protagonista. Já ouviu falar?
Para entender melhor esse tipo de comportamento, que pode afetar a vida pessoal e as relações sociais, vamos responder às seguintes dúvidas:
- O que é a síndrome do protagonista?
- Quais são as características da síndrome do protagonista?
- Como lidar com a síndrome do protagonista?
Confira o conteúdo completo a seguir!
O que é a síndrome do protagonista?

Provavelmente, em algum momento da sua vida, você já ouviu alguém dizer: “Ah, fulano(a) tem síndrome do protagonista”. Contudo, apesar de ser uma expressão bastante comentada, algumas dúvidas podem surgir, como: “É um transtorno psicológico?”. Na verdade, trata-se de um padrão de comportamento egocêntrico, e não de um diagnóstico psicológico ou psiquiátrico.
A síndrome do protagonista, também conhecida como síndrome do personagem principal, é aquele tipo de comportamento em que a pessoa só consegue enxergar a si mesma, como se ela fosse o verdadeiro centro do universo ou “a última bolacha do pacote”.
Em outras palavras, é como se, dentro do seu próprio mundo, as suas escolhas, realizações e experiências tivessem maior importância, fazendo com que ela tenha dificuldade em considerar a perspectiva e os sentimentos das outras pessoas à sua volta.
Quais são as características da síndrome do protagonista?

Conhecer as características da síndrome do protagonista é uma maneira de analisar se você ou pessoas próximas apresentam esse perfil e identificar esses traços na sua própria personalidade, com o intuito de corrigi-los.
Vale lembrar que as características podem variar de uma pessoa para outra e não existe um número exato para que alguém seja considerado dessa forma.
A seguir, separamos as principais características para você conhecer:
- Foco excessivo em si;
- Passa o ar de superioridade;
- Não aceita opiniões contrárias;
- Tem baixa tolerância a críticas;
- Tem dificuldade em admitir seus erros;
- Está em busca de aprovação diariamente;
- Possui interpretação distorcida da realidade;
- Tem dificuldade em se colocar no lugar do outro;
- Sente desconforto diante das conquistas alheias;
- Possui visão dramática das situações, por menores que sejam;
- Tem baixa tolerância a apontamentos, correções ou avaliações negativas.
Além dessas características, é possível notar alguns tipos de falas que revelam autopromoção, enaltecimento, vitimização e, sobretudo, interrupção e redirecionamento da conversa. Veja alguns exemplos:
- Autopromoção: “Eu sou muito bom nisso, sempre consigo resolver esse tipo de problema”;
- Enaltecimento: “Ah, que legal! Só que, se eu tivesse feito, isso teria ficado melhor”;
- Vitimização: “Esse tipo de situação sempre acontece comigo. Você não está na minha pele e não sabe o que estou passando”;
- Interrupção e redirecionamento: “Isso aconteceu com você? Comigo foi muito pior, porque…”.
Identificou-se e/ou conhece alguém assim? No próximo tópico, explicaremos como lidar com a síndrome do protagonista para viver bem em comunidade.
Como lidar com a síndrome do protagonista?
Lidar com a síndrome do protagonista pode ser difícil no primeiro momento, pois é preciso reconhecer que se tem esse comportamento. Muitas vezes, o autoconhecimento leva tempo e, mesmo que pessoas próximas comentem que você apresenta esse tipo de comportamento, pode ser difícil enxergá-lo ou perceber que algumas atitudes são egocêntricas.
Nesse caso, mesmo não sendo um diagnóstico psicológico ou psiquiátrico, é importante buscar a ajuda de um profissional, que poderá auxiliar no processo de autoconhecimento e reconhecimento desses comportamentos.
Além disso, é possível incluir algumas mudanças comportamentais no dia a dia. Confira o checklist:
- Trabalhe a empatia;
- Inclua a escuta ativa;
- Comemore as conquistas alheias;
- Conte com pessoas de confiança;
- Evite comparar suas experiências;
- Dê espaço para outras perspectivas;
- Evite levar tudo para o lado pessoal;
- Seja mais receptivo(a) aos feedbacks;
- Diferencie autoestima de superioridade;
- Aprenda a reconhecer os próprios erros.
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