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Recursos Humanos

Como montar um pacote de benefícios de saúde e academia sem desperdiçar o orçamento

Foto do autor Escrito por: Marketing TotalPass 01 de novembro de 2026

Oferecer benefícios relacionados à saúde pode fazer a diferença na experiência dos colaboradores, mas aumentar a quantidade de opções nem sempre significa melhorar o pacote. Quando as escolhas não acompanham o perfil da equipe, a empresa pode pagar por recursos que acabam pouco utilizados.

Plano de saúde, acesso a academias e outros benefícios cumprem funções diferentes. Para usar melhor o orçamento, a empresa precisa entender o que cada solução oferece, quem realmente poderá utilizá-la e como essas opções se encaixam na rotina dos colaboradores.

Comece entendendo onde o orçamento está sendo usado

Homem treinando para representaram a utilização de benefícios corporativos
Monte um pacote de benefícios alinhando ao perfil real da equipe e evitando desperdícios no orçamento

Antes de incluir um novo benefício, vale analisar o que já existe. Número de pessoas elegíveis, adesão, utilização e reclamações ajudam a mostrar quais soluções funcionam bem e quais permanecem no pacote sem entregar o resultado esperado.

Na assistência médica, por exemplo, rede credenciada, abrangência e modelo de contratação podem alterar bastante o custo. Empresas que precisam revisar essa parte podem recorrer a uma consultoria especializada, como a Lupha, para analisar opções de planos e condições de acordo com o perfil dos beneficiários.

Já no benefício de academia, outros fatores ganham importância. Localização das unidades, variedade de modalidades e facilidade de acesso podem influenciar diretamente a adesão, principalmente quando a equipe trabalha em regiões diferentes.

Não escolha benefícios apenas pelo número de opções

Um catálogo extenso pode parecer mais vantajoso, mas quantidade não significa necessariamente utilidade. Se boa parte das alternativas estiver distante dos colaboradores ou não combinar com os seus hábitos, o benefício tende a perder valor na prática.

No caso das academias, é importante entender onde as pessoas moram e trabalham, quais atividades costumam procurar e se existe flexibilidade para utilizar diferentes locais. Isso ganha ainda mais peso em empresas que adotam trabalho híbrido ou possuem equipes distribuídas.

A mesma lógica vale para assistência médica. Uma operadora conhecida pode ter uma rede excelente em determinada região e apresentar limitações em outra. Avaliar o benefício a partir da realidade da equipe ajuda a evitar uma contratação baseada apenas na apresentação comercial.

Benefícios pouco utilizados merecem atenção

Baixa utilização não significa automaticamente que um benefício seja ruim. Em alguns casos, o problema está na comunicação. O colaborador pode simplesmente não saber como acessar determinado serviço ou quais recursos estão incluídos.

Por isso, antes de eliminar uma opção, vale investigar o motivo da baixa adesão. Pesquisas internas curtas podem mostrar se existe falta de interesse, dificuldade de acesso, desconhecimento ou alguma barreira que a empresa consiga corrigir.

Essa análise também evita substituições desnecessárias. Às vezes, melhorar a divulgação ou explicar melhor as possibilidades disponíveis gera mais resultado do que contratar uma nova solução e aumentar novamente o custo do pacote.

Academia precisa combinar com diferentes rotinas

Nem todo colaborador gosta de musculação, e isso precisa ser considerado ao avaliar um benefício voltado à atividade física. Dança, natação, pilates, corrida, lutas e outras modalidades podem ser mais atraentes para determinados perfis.

A flexibilidade também ajuda quem possui uma rotina menos previsível. Poder treinar perto de casa em um dia e próximo ao trabalho em outro torna o benefício mais fácil de utilizar do que depender de uma única unidade.

Nesse sentido, olhar para variedade e disponibilidade pode ser mais importante do que simplesmente buscar a menor mensalidade. Um benefício barato que quase ninguém utiliza representa um uso pouco eficiente do orçamento.

Coparticipação pode ajudar, mas precisa ser transparente

Em alguns benefícios de saúde, dividir parte dos custos com o colaborador pode tornar o pacote mais sustentável para a empresa. Porém, a forma de cobrança precisa ser compreendida antes da adesão.

Quando existem coparticipações, mensalidades adicionais ou diferentes categorias de acesso, o funcionário deve saber exatamente o que ficará sob a sua responsabilidade. Surpresas na cobrança prejudicam a percepção de valor, mesmo quando o benefício é bom.

A comunicação deve apresentar preços, regras e condições de forma simples. Isso também permite que cada pessoa avalie se determinada opção realmente combina com a sua rotina antes de aderir.

Escute a equipe antes de aumentar o pacote

Uma pesquisa simples pode evitar decisões caras. Perguntar quais benefícios são mais utilizados, quais apresentam dificuldades e o que os colaboradores gostariam de acessar oferece informações mais úteis do que escolher apenas com base em tendências de mercado.

Isso não significa contratar tudo o que for solicitado. O objetivo é identificar padrões. Se uma demanda aparece apenas uma vez, talvez não justifique um novo contrato. Quando ela é recorrente entre diferentes grupos, merece uma análise mais cuidadosa.

Também vale segmentar as respostas por localização ou modelo de trabalho. Uma necessidade comum entre funcionários presenciais pode ser bem diferente daquela encontrada entre pessoas que trabalham remotamente.

O custo precisa ser acompanhado depois da contratação

Montar um bom pacote não termina na assinatura dos contratos. Preços mudam, o perfil da equipe se transforma e benefícios que eram adequados podem deixar de fazer sentido alguns anos depois.

A empresa deve acompanhar adesão, utilização e custo por colaborador. Esses indicadores ajudam a perceber quando existe espaço para renegociação, mudança de plano ou até substituição de uma solução com baixa aceitação.

O objetivo não é simplesmente reduzir despesas. Um pacote eficiente é aquele em que o orçamento destinado à saúde e ao bem-estar se transforma em benefícios que as pessoas conseguem conhecer, acessar e utilizar na rotina.

Escrito por: Lupha

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