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Recursos Humanos Empowerment: conheça esse processo que capacita o time
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Empowerment: conheça esse processo que capacita o time

Foto do autor Escrito por: Luiz Fernando Moura 27 de janeiro de 2026

De uma geração para outra, é possível notar algumas diferenças comportamentais, né? No entanto, de alguns anos para cá, a busca por autonomia em suas funções dentro da empresa tem se tornado unânime entre os profissionais. Uma maneira de fazer isso é trabalhar a estratégia ou o processo de empowerment na sua gestão de pessoas.

Quer melhorar a gestão do seu time e contribuir para o crescimento profissional de cada colaborador? Continue com a gente para entender melhor sobre o assunto! 

O que é empowerment?

Empowerment na prática
Tire todas as suas dúvidas sobre empowerment

O termo empowerment, que significa empoderamento em português, pode soar novo para algumas empresas e, respectivamente, para os seus gestores. No entanto, a verdade é que ele é mais antigo do que muitos profissionais imaginam.

Criado nos Estados Unidos, entre 1970 e 1980, o termo surgiu por meio de movimentos sociais com o intuito de lutar por igualdade e direitos da população negra e das mulheres. Contudo, a partir da década de 80, a palavra empowerment começou a ganhar mais força no mundo corporativo, justamente com o objetivo de ajudar os profissionais a ter mais liberdade para atuar em suas funções dentro da empresa.

Vale lembrar que, para a época, esse tipo de comportamento era visto por muitos como algo novo e até mesmo radical, o que explica o destaque desse processo nos dias atuais, visto que, de alguns anos para cá, fatores sociais e das interações humanas vêm moldando a maneira como os profissionais desejam atuar no ambiente de trabalho.

Qual é a importância do empowerment na gestão do time?

Se o objetivo da sua empresa é conquistar bons profissionais no mercado de trabalho, investir no empowerment é essencial para atraí-los à sua empresa. Caso contrário, as chances de preencher as vagas são menores em comparação às organizações que já fazem isso.

Além disso, é importante reforçar que, além de olhar para os novos talentos a serem conquistados, é preciso prestar atenção para dentro do próprio time, ou seja, para aqueles profissionais que já fazem parte do seu quadro de funcionários. Isso porque, embora estejam contratados e ativos na sua organização, eles podem estar em busca de novas oportunidades que ofereçam mais autonomia.

Além desses dois pontos mencionados anteriormente, vale comentar também que aplicar o empowerment é muito relevante para as organizações que desejam se manter em constante atualização. Afinal, o mercado de trabalho mudou, assim como a forma como os colaboradores enxergam o trabalho. 

E, como estamos falando de mais autonomia no ambiente de trabalho, os profissionais estão em busca de oportunidades que os permitam tomar decisões, gerenciar o tempo entre uma demanda e outra ou ganhar novas responsabilidades para conseguirem crescer profissionalmente. Ao fazer isso, os gestores e a empresa demonstram confiança no trabalho de cada um, melhorando os resultados e as entregas.

Quais são os benefícios do empowerment na rotina dos colaboradores?

Antes de trazer alguns benefícios do empowerment, nós temos uma pergunta para fazer: “Entre ter um profissional engessado e um profissional proativo, qual você prefere?”. 

Vamos às diferenças: no que diz respeito ao profissional engessado, ele não tem iniciativa própria para realizar suas demandas no dia a dia, estando sempre à espera dos comandos da liderança para seguir. Além disso, ele não consegue fazer nada sem sair da rotina, tornando-se reativo às mudanças de última hora.

Por outro lado, temos o profissional proativo, que, diferentemente do outro, tem mais autonomia para executar as tarefas do dia a dia. Como resultado, percebe-se maior habilidade para identificar problemas e, rapidamente, encontrar soluções. Em relação às mudanças e aos imprevistos que podem acontecer na empresa, ele é considerado mais resiliente e enfrenta tranquilamente tanto prazos apertados quanto feedbacks. 

Só por essas diferenças de perfis é possível notar uma série de benefícios para a empresa, né? Contudo, sabemos que, dentro de uma organização, existem diversos perfis de profissionais, e é aí que entra o empowerment.

Isso porque essa estratégia não significa contratar ou ter apenas profissionais proativos, mas sim contar com diferentes perfis e, junto à liderança, incluir algumas iniciativas práticas que ajudem cada colaborador a se desenvolver profissionalmente, desde que seja dada mais autonomia. 

Praticando empowerment
 Se você quer melhorar a relação com o seu time, dê mais autonomia

Ao fazer isso, entendendo os pontos de melhoria de cada um, é possível alcançar uma série de benefícios, como:

  • Melhoria do clima organizacional;
  • Aumento do engajamento e da produtividade;
  • Redução das taxas de turnover e absenteísmo;
  • Fortalecimento da relação entre os colaboradores;
  • Redução da sobrecarga de trabalho sobre a liderança;
  • Atração de novos profissionais no mercado de trabalho;
  • Maior participação do time nos resultados da organização;
  • E muito mais!

E, diferentemente de algumas outras estratégias que levam mais tempo para gerar resultados, dar mais autonomia já começa a surtir efeito desde a implementação. Por isso, quanto antes a empresa investir na autonomia do time, mais rápidos serão os resultados.

Existem dificuldades ao implementar o empowerment na empresa?

Dar autonomia pode parecer simples, mas, na verdade, é mais difícil do que muitas pessoas imaginam. No que diz respeito ao ambiente de trabalho e aos profissionais, aplicar o empowerment pode ser ainda mais desafiador, considerando que cada pessoa possui suas próprias características.

“Ué! Mas a dificuldade se dá somente pelo perfil de cada colaborador?” A resposta é: não. Dar mais autonomia para o time requer transformação cultural e estrutural. Sendo assim, é uma via de mão dupla, em que ambos estão envolvidos.

O primeiro desafio é, sem dúvida, a passagem de bastão da liderança para os colaboradores. Sabemos que, em algumas empresas, alguns líderes são mais resistentes na hora de abrir mão de alguns projetos e, por isso, pode haver uma divergência na hora de dar mais autonomia. 

Por outro lado, não podemos deixar de mencionar essa resistência à mudança por parte do time, que, em alguns casos, está acomodado a fazer as coisas como já faz e, quando chega uma nova responsabilidade, tenta se ausentar dessa nova responsabilidade.

Outro erro muito comum é a falta de comunicação, que acontece entre colaboradores e lideranças. Esse é um problema que não pode ocorrer, principalmente em um ambiente que começará a trabalhar a autonomia do time. Por isso, é importante que ambas as partes tenham clareza ao se comunicarem. 

Além disso, sempre que houver dúvidas, é fundamental perguntar, seja líder ou liderado, pois isso é natural quando mais de uma pessoa está envolvida em um mesmo projeto ou em tarefas distintas.

Alguns outros podem acontecer, mas isso varia muito de uma empresa para a outra. Sendo assim, é importante que a gestão, juntamente com o setor de RH, analise com recorrência as barreiras que podem surgir. Combinado?

7 dicas para incluir o empowerment na gestão do time

Agora que você, liderança, conheceu melhor a estratégia de empowerment, que tal implementá-la na sua empresa? A seguir, preparamos um checklist bem simples, com algumas iniciativas que podem ser aplicadas na rotina dos seus colaboradores para dar mais autoridade e responsabilidade. Confira:

  1. Desenvolva objetivos e metas claras;
  2. Evite controlar cada passo da equipe;
  3. Atribua novos projetos e tarefas ao time;
  4. Ofereça ferramentas para poderem trabalhar;
  5. Tenha um espaço aberto para dúvidas e sugestões;
  6. Invista em programas de capacitação profissional;
  7. Monte um programa de mentoria entre líder e liderado.

Quer profissionais cada vez mais preparados? Aplique essas dicas acima para alavancar o sucesso da sua organização. 


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