Dismorfia corporal: o que é, suas causas e como tratar
Muitas pessoas, ao se olharem no espelho, percebem uma distorção de si mesmas. Por exemplo: a pessoa treina para emagrecer e, consequentemente, vem tendo bons resultados. Contudo, não se vê assim e pensa que continua do mesmo jeito, mesmo com as pessoas falando o contrário. Você sabia que isso pode ser uma dismorfia corporal?
Além do exemplo que trouxemos, existem outras situações em que a dismorfia corporal acontece. Para entender melhor sobre o assunto, responderemos às seguintes dúvidas:
- O que é dismorfia corporal?
- Quais são as causas do Transtorno Dismórfico Corporal?
- Quais são os sintomas da dismorfia corporal?
- Como tratar a dismorfia corporal?
Se você já passou por isso ou conhece alguém que vem passando por essa condição psicológica, fique com a gente até o final para algumas dicas para viver bem e saudável.
O que é dismorfia corporal?

A dismorfia corporal, também conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), é um transtorno psicológico que afeta milhões de pessoas em todo o Brasil, independentemente da idade e/ou do gênero, sendo mais comum entre os adolescentes, conforme uma matéria publicada no Estado de Minas.
Para se ter uma ideia, estima-se que, no Brasil, aproximadamente 4 milhões de indivíduos lidam com essa questão diariamente. Contudo, o que realmente significa dismorfia corporal? É uma questão relacionada à aparência física, onde a pessoa se olha no espelho e identifica “imperfeições” que não existem, devido às características físicas impostas pela sociedade como ideal.
Além disso, o TDC, na maioria das vezes, projeta algumas visões imaginárias. Significa que, mesmo estando tudo certo, a pessoa não consegue se ver daquela maneira, enxergando-a diferente e distorcida, mesmo que amigos e familiares falem que está tudo certo.
Quando este transtorno vem à tona, a pessoa passa muitas horas em frente ao espelho ao longo do dia, deixando de fazer coisas importantes, como trabalhar e socializar com outros. Na sua visão, ela pode se ver de diferentes formas: muito gorda, muito magra, menos musculosa, mais alta, mais baixa, mais nariguda, mais orelhuda, entre outras particularidades percebidas apenas por ela.
Quais são as causas do Transtorno Dismórfico Corporal?
Assim como qualquer outro transtorno psicológico, as causas da dismorfia corporal podem variar de uma pessoa para a outra. Por isso, é importante que cada caso seja analisado individualmente, visando um tratamento personalizado.
Contudo, mesmo tendo causas distintas, é possível mencionar os principais cenários ou situações que levam ao problema. A seguir, explicaremos com mais detalhes cada uma delas:
Predisposição genética

Consideremos que um indivíduo reside em uma família onde um parente próximo tem dismorfia corporal. Isso pode levar a que, a longo prazo, ele desenvolva o transtorno dismórfico. Contudo, há fatores genéticos que desencadeiam o problema, como casos de depressão e/ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
Fatores externos
A dismorfia corporal, assim como outros distúrbios mentais como ansiedade e depressão, pode surgir como resultado de experiências negativas ao longo da vida, como bullying devido à aparência física no período escolar, gerando inseguranças em outras fases da vida, tanto em ambientes profissionais quanto pessoais.
É importante lembrar que, apesar de serem expressões comuns em contextos escolares, também são situações vivenciadas em casa, inclusive pelos próprios familiares.
Ambiente familiar
Além das piadas de péssimo gosto, como mencionamos anteriormente, é importante pontuar que, no contexto familiar, existem situações que podem levar ao TDC, como, por exemplo, comparações entre irmãos ou primos, causando autoestima baixa e frustração, principalmente quando ela está relacionada à beleza, isolando-se de tudo e de todos.
A seguir, separamos algumas outras causas:
- Redes sociais;
- Perfeccionismo;
- Rejeição do outro;
- Transtornos alimentares;
- Entre outras situações.
Quais são os sintomas da dismorfia corporal?
Os sintomas da dismorfia corporal também podem variar de uma pessoa para a outra. Contudo, existem alguns sinais que estão presentes em todas as pessoas, sendo o caso da preocupação excessiva com a aparência, sendo unânime entre as pessoas diagnosticadas.
Outro sintoma bastante presente é a baixa autoestima, fazendo com que a pessoa passe a olhar para si de forma negativa, colocando-se, inclusive, em posição de inferioridade em relação aos colegas de trabalho, amigos de infância e familiares. No que diz respeito à aparência, busca a aprovação dos outros por meio de elogios.

Em alguns casos, por enxergar imperfeições que não existem, tende a se afastar das pessoas à sua volta, como amigos e familiares, com o intuito de evitar julgamentos e/ou piadas. Contudo, o distanciamento também se dá pela vergonha que sente de si, deixando de sair e de se relacionar com os outros.
Em relação ao corpo, algumas partes tendem a incomodar mais do que outras. Por exemplo: algumas pessoas querem emagrecer, certo? Mesmo fazendo dieta e fazendo exercício físico, não conseguem enxergar mudanças. O mesmo vale para as pessoas que eram muito magras na infância e na pré-adolescência e estão tentando ganhar massa magra.
Porém, nem sempre os casos estão relacionados ao emagrecimento e ao aumento de massa muscular, não é mesmo? A dismorfia pode se manifestar, inclusive, em algumas características físicas, como, por exemplo, na textura e no comprimento do cabelo, nas marcas presentes na pele, nos detalhes do rosto (formato da boca, olhos, orelhas e nariz), entre outras.
Como tratar a dismorfia corporal?
O tratamento da dismorfia corporal não acontece da noite para o dia. Por isso, o primeiro passo é procurar um profissional especializado em saúde mental, visto que são os profissionais responsáveis pelo diagnóstico do problema por meio de uma análise clínica, identificando os sintomas e os comportamentos gerados.
Após o diagnóstico de um profissional especializado em saúde mental, é recomendado terapia e, dependendo da gravidade do problema, uso de medicamentos como tratamento adequado. Além disso, o suporte de amigos e familiares é muito importante durante todo o tratamento, combinado?
Por isso, se você conhece alguém que esteja passando por isso, fique ao lado, escute o que tem a dizer e dê suporte em todos os momentos.