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Tendências para academias 2026: o que esperar?

Foto do autor Escrito por: Lucas Custódio 24 de janeiro de 2026

O mercado fitness é um universo em constante ebulição. Se compararmos o cenário atual com o de uma década atrás, por exemplo, é inegável a profundidade da transformação pela qual ele passou. Por isso, para manter a competitividade e prosperar, gestores e donos de academias e estúdios devem estar atentos e se preparar ativamente para as principais tendências para academias em 2026.

No que se diz respeito a esse ano, o setor está evoluindo de uma abordagem focada puramente em estética para uma visão de saúde e bem-estar integrado, longevidade e alta tecnologia.

Para saber mais sobre as novidades que permeiam o ano de 2026 no setor fitness, continue acompanhando nosso conteúdo abaixo:

Conheça as principais tendências para academias em 2026 e como aproveitá-las

Mulher acompanhando tendências para academia
 Conheça as principais tendências para academias e estúdios em 2026

Reunimos abaixo os tópicos mais importantes que estão moldando o ano de 2026 no mercado fitness, seguidos de dicas práticas de como você pode aplicá-los em sua academia:

1. Tecnologia vestível e biofeedback

A tecnologia vestível (smartwatches e rastreadores) continua no topo das tendências globais. Esse mercado já vinha crescendo muito no ano anterior, e é esperado que esse ano ele se solidifique ainda mais. Porém, atenção: o foco agora não é apenas coletar dados, mas saber como interpretá-los para melhorar a saúde e o comportamento de seus alunos. 

A oportunidade

Hoje em dia, as pessoas estão cada vez mais interessadas em entender o que está acontecendo com o próprio corpo. Elas querem saber a fundo sobre dados como a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC ou HRV), como está a qualidade do sono e os padrões de recuperação. 

Essas informações são super importantes para conseguirem tomar decisões inteligentes sobre seus treinos. Com esses dados em mãos, fica fácil saber o momento ideal para pegar pesado na academia e quando é a hora certa de dar uma pausa e focar no descanso para se recuperar.

Dica para se preparar

Capacite sua equipe como “coaches de dados”. Em vez de ver os dispositivos de monitoramento de seus alunos como concorrentes, utilize os dados que eles geram (como a contagem de passos diários, a qualidade do sono e os padrões de atividade) para criar programas de treino altamente personalizados e eficazes em sua academia. 

Afinal, o futuro está na integração! Ao usar essas informações, seus instrutores podem adaptar os exercícios e a intensidade, transformando-se em verdadeiros consultores de bem-estar que consideram o estilo de vida completo do aluno, e não apenas o tempo que passam na academia.

2. Envelhecimento ativo e longevidade

Mulher mais velha treinando
Cada vez mais pessoas de todas as idades estão se atentando à necessidade do envelhecimento saudável

O público com mais de 60 anos é um dos segmentos mais leais e que mais cresce no mercado. Com cada vez mais estudos de longevidade, mais pessoas estão entrando no famoso “Decatlo dos Centenários”, em que o objetivo é chegar aos 100 anos com saúde para desempenhar funções básicas. Logo, em 2026, uma das principais demandas será por treinos que preservem a independência e a função física.

A oportunidade

Programas de exercícios que focam no bem-estar e na capacidade de realizar as atividades do dia a dia, como os chamados “baixo impacto”, “funcional” ou “envelhecimento ativo”, atraem um público maior e mais variado. Essa forma de chamar os programas, mais positiva e ampla, se conecta melhor com o desejo das pessoas por qualidade de vida e longevidade. 

Ela evita termos como “fitness para idosos”, que podem parecer restritivos ou preconceituosos. Essa mudança mostra que a atividade física deve ser fácil de começar e se adaptar a qualquer idade, priorizando a manutenção da independência e a prevenção de problemas físicos.

Dica para se preparar

Considere criar mais programas voltados ao público 60+ e incentivar pessoas que não se consideram parte do universo fitness a cuidar da saúde, sob o argumento de envelhecer bem, para viver mais e melhor. Por isso, considere em sua grade de aulas programas mais funcionais, de baixo impacto, com uma comunicação mais informativa, para educar seu público sobre a questão de se envelhecer com saúde.

Trabalhar questões como recuperação física também pode ajudar a atrair um público mais diverso, uma vez que mais pessoas estão buscando academias completas, que oferecem uma abordagem mais completa para a saúde.

3. Saúde mental e a “Alegria de Ficar de Fora” (JOMO)

O conceito de JOMO (Joy of Missing Out, ou “Alegria de Ficar de Fora”) surge como uma resposta positiva e saudável ao estresse gerado pelo FOMO (Fear of Missing Out, ou “Medo de Perder Algo”).

Enquanto o FOMO implica uma ansiedade constante de que algo importante ou divertido está acontecendo sem a sua participação (geralmente alimentada pela exposição a redes sociais), o JOMO valoriza a tranquilidade e a satisfação de estar presente na própria vida e nas próprias escolhas, priorizando o bem-estar pessoal e a saúde mental acima da pressão social ou da necessidade de acompanhar todas as tendências.

Isso significa que muitos alunos de academias estão adotando uma mentalidade JOMO, escolhendo treinar, não por medo de “ficar de fora” do padrão estético ou de não ter o corpo ideal, mas sim porque o treino oferece benefícios diretos e imediatos para a saúde mental, alívio do estresse e bem-estar geral. A estética, nesse ano, começa a se tornar um benefício secundário.

A oportunidade

A grande oportunidade, aqui, é deixar de ser visto apenas como um lugar para “queimar calorias” e passar a ser o componente principal da rotina de saúde do seu cliente. Ao adotar uma postura mais gentil e menos focada naquela velha frase pronta e datada, o “sem dor, sem ganho” (no pain, no gain), você reduz a intimidação que as pessoas sentem por entrarem numa academia pela primeira vez, o que ajuda a conquistar a lealdade de longo prazo, especialmente das gerações mais jovens.

Dica para se preparar

O primeiro passo é migrar para uma comunicação mais empática e abrangente, incentivando seus clientes a buscarem seu espaço para cuidar da saúde integrada. Em vez de focar apenas em resultados físicos ou performance, use termos como “mente mais calma”, “melhor qualidade de sono”, “Mais disposição no dia a dia” e “alívio do estresse” nas descrições das aulas e no seu site

Uma excelente ideia é criar espaços reservados e programações específicas para quem está começando nas práticas físicas. Isso pode incluir aulas coletivas exclusivas para iniciantes, com foco em fundamentos e progressão gradual, ou áreas de treino isoladas e bem sinalizadas. Essa abordagem visa diminuir a sensação de intimidação, evitar comparações desmotivadoras e proporcionar um ambiente mais acolhedor e seguro para o aprendizado e desenvolvimento da confiança.

4. Gerenciamento de peso e medicamentos

O uso de medicamentos para obesidade (como os agonistas de GLP-1) está mudando o papel das academias. Como esses medicamentos podem causar perda de massa muscular, o exercício e o treinamento de força de força tornam-se essenciais para a saúde metabólica desses usuários.

A oportunidade

É essencial se exercitar para manter a massa magra e a saúde metabólica durante o tratamento. Indivíduos que se exercitam enquanto usam medicação para controle de peso mantêm uma perda de gordura maior e preservam mais músculos do que aqueles que usam apenas o remédio.

Afinal, sem movimento e retenção muscular, não existe solução sustentável a longo prazo. A grande oportunidade reside no posicionamento das academias como um local que garante que o peso perdido não seja recuperado (o chamado “efeito ioiô”) após a interrupção do medicamento.

Dica para se preparar

Posicione seus treinadores como parceiros fundamentais para quem utiliza esses tratamentos, atuando na elaboração de planos de exercícios personalizados que promovam a preservação muscular, a melhoria da função física e a otimização da composição corporal, indo além do foco simplista na queima de calorias.

5. Treinamento funcional e recreação para adultos

Treino em grupo
Uma das novas tendências para academia é unir recreação e atividade física

Com o boom de modalidades não convencionais como futevôlei, beach tennis e pickleball, é perceptível que há uma tendência de seus clientes por unirem a atividade física com os momentos de lazer, trazendo assim um aspecto recreativo para o universo fitness. 

A oportunidade

Muitas academias oferecem mais do mesmo: equipamentos e treinamentos funcionais tradicionais. O desafio fica em como inovar e trazer mais recreação para os treinamentos funcionais de seu espaço, o que não só aumenta a satisfação e retenção dos alunos, mas também serve como um diferencial competitivo, atraindo novos membros e elevando potencialmente o valor percebido das mensalidades.

Dessa forma, o foco sai apenas das “séries e repetições” e entra no movimento baseado em diversão, comunidade e desafios lúdicos.

Dica para se preparar

Se tiver espaço, adicione áreas de treinamento funcional que se pareçam a uma zona de desafios ou “bootcamps” com equipamentos que mimetizam movimentos da vida real, como sacos de areia, cordas navais, etc. Organize eventos recreativos internos para criar comunidade, pois membros que fazem amigos na academia tendem a permanecer por muito mais tempo.

Além disso, utilize a tecnologia a seu favor! Por meio de aplicativos ou serviços on-line, crie metas gamificadas e sessões de grupo onde o progresso é visualizado em tempo real, gerando uma energia competitiva saudável. 

Em resumo, em 2026, o mercado fitness se afasta da estética pura para abraçar uma abordagem de saúde e bem-estar integrado, longevidade e alta tecnologia. As tendências apontam para a necessidade de as academias se tornarem verdadeiros consultores de bem-estar, interpretando dados de tecnologia vestível para personalizar treinos e focar na preservação da massa muscular e função física, especialmente para o público 60+ (envelhecimento ativo) e para usuários de medicamentos para controle de peso. 

Além disso, a academia deve valorizar a saúde mental e o conceito de JOMO (Joy of Missing Out), comunicando-se de forma mais empática, focada em alívio do estresse e qualidade de vida.

Para prosperar, os gestores devem capacitar suas equipes como “coaches de dados”, criar programas que priorizem a independência física e integrar o treinamento funcional e a recreação (gamificação e “bootcamps”) para aumentar a retenção. O futuro da academia reside em ser o componente principal da rotina de saúde do cliente, oferecendo uma solução completa e sustentável para o bem-estar e a longevidade.

Agora que você já está preparado(a) para esse ano, que tal continuar aprendendo em nosso blog, agora sobre Gateway de Pagamento?

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