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Para academias Margem de lucro: o que é e como calcular
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Margem de lucro: o que é e como calcular

Foto do autor Escrito por: Natasha Fonseca 16 de janeiro de 2026

Falar de margem de lucro é falar sobre manter a academia viva e em crescimento. Não adianta a catraca rodar o dia todo, as salas ficarem cheias e o faturamento parecer alto se, no fim do mês, quase nada sobra no caixa.

A margem de lucro é o número que mostra essa realidade. Ela indica quanto do dinheiro que entra fica como lucro após pagar aluguel, equipe, contas, manutenção, impostos e todos os custos do dia a dia da academia.

A boa notícia é que o mercado fitness no Brasil está aquecido, o que favorece quem entende de gestão. O país ocupa o segundo lugar no mundo em número de academias, o que mostra que existe demanda, movimento e boas chances de crescimento.

Mas, com tanta concorrência, cuidar da margem de lucro deixa de ser só uma questão financeira. Ela se torna uma escolha estratégica para manter a academia saudável agora e preparada para o futuro. Nos próximos tópicos, você vai entender melhor como fazer isso.

O que é margem de lucro em academias?

Homem calculando margem de lucro em sua academia

A margem de lucro mostra qual parte do faturamento sobra depois que todas as contas do mês são pagas. Funciona assim: mensalidades, taxas de adesão, avaliações físicas e vendas de produtos entram no caixa com frequência. Mas esse dinheiro não é livre. Ele precisa pagar toda a estrutura da academia.

A margem de lucro nasce desse equilíbrio entre o que entra e o que sai. Quando esse número é positivo, o negócio tende a ser saudável. Quando é baixo, indica que algo precisa ser ajustado para a academia continuar crescendo sem apertos.

Qual é uma boa margem de lucro para academias?

A margem ideal muda conforme o tamanho da academia e o tipo de negócio. No geral, o mercado costuma trabalhar com algumas médias:

  • Academias pequenas ficam em torno de 30%, mas esse número pode cair se a gestão não for eficiente;
  • Academias de médio porte costumam operar entre 20% e 25%;
  • Academias de grande porte podem chegar a 30% de margem;
  • Modelos mais nichados, voltados para públicos específicos, tendem a alcançar margens maiores, que podem chegar a 40%;
  • Já as franquias normalmente trabalham com margens entre 15% e 30%.

De forma geral, manter uma margem mínima de 20% já garante mais fôlego financeiro e ajuda a manter o negócio sustentável no longo prazo.

O que pode influenciar a margem de lucro da sua academia?

dono de academia calculando margem de lucro

A margem de lucro muda conforme as decisões do dia a dia. Algumas estão nas suas mãos, outras dependem do mercado, mas todas afetam o quanto a academia consegue transformar movimento em resultado financeiro. Veja os principais pontos:

  1. Diversificação de receitas

Quando a academia depende de apenas uma fonte de renda, qualquer mudança pesa no caixa. Modelos mais completos costumam funcionar melhor, pois distribuem os custos e aumentam o ticket médio, ou seja, o valor que cada aluno gasta ao longo do tempo.


Serviços extras e produtos vendidos na recepção ajudam a gerar receita sem exigir grandes mudanças na estrutura.

  1. Retenção de alunos 

Cancelamentos frequentes prejudicam diretamente a margem. Cada aluno que sai representa um investimento que não retorna.

Uma operação organizada, com acompanhamento da frequência e boa comunicação, ajuda a manter os alunos ativos. Quanto mais estabilidade, maior a previsibilidade e o lucro no fim do mês.

  1. Precificação alinhada à proposta 

Preço baixo nem sempre é sinônimo de vantagem. Quando a mensalidade não reflete o que a academia entrega, a margem sofre.


Estrutura, experiência, equipamentos e atendimento fazem diferença na percepção do aluno. Quanto mais claro for esse valor, mais fácil é sustentar preços justos para o negócio.

  1. Localização e uso do espaço

O local da academia influencia o perfil do público e o potencial de ocupação. Além disso, a forma como o espaço é utilizado impacta diretamente o resultado financeiro.
Alguns modelos trabalham com muitos alunos. Outros funcionam melhor com menos pessoas e um ticket mais alto. O importante é alinhar estrutura, proposta e expectativa de retorno.

  1. Gestão de custos e automação

Pequenos desperdícios, somados, viram grandes problemas. Acompanhar os gastos e automatizar tarefas reduz erros, retrabalho e despesas desnecessárias.

Uma gestão mais enxuta permite que a academia funcione melhor sem perder qualidade na experiência do aluno.

  1. Modelo de negócio e nicho

O público escolhido define o ritmo de crescimento e o potencial de lucro. Academias especializadas costumam ter propostas mais claras e margens maiores. Já as franquias se beneficiam da força da marca, mas precisam equilibrar taxas e royalties no planejamento.


No fim das contas, não existe modelo ideal. Existe o modelo que faz sentido para o seu objetivo.

Como definir preços na sua academia?

Definir preços é uma decisão estratégica que precisa sustentar a operação, valorizar a experiência oferecida e, claro, fazer a conta fechar no fim do mês. Veja como fazer isso: 

Conheça seus custos 

Antes de olhar para fora, é fundamental olhar para dentro. Saber exatamente quanto custa manter a academia funcionando dá segurança na hora de colocar preço nos serviços. 

Entram nessa conta tanto as despesas que não mudam todo mês quanto aquelas que variam conforme o uso, além dos investimentos que mantêm o negócio visível e atualizado. 

Entenda quem é o seu público e onde você está

Preço precisa conversar com a realidade de quem frequenta (ou pode frequentar) a academia. Região, perfil de renda, faixa etária e objetivos dos alunos influenciam diretamente o quanto eles estão dispostos a investir. 

Olhe para a concorrência, mas não se prenda a ela

Conhecer os valores praticados ao redor é essencial, mas copiar preços raramente é uma boa estratégia. 

O aluno não compara só números: ele compara experiência. Estrutura, atendimento, equipamentos e clima da academia pesam na decisão. Quando o valor percebido é claro, o preço deixa de ser o único critério.

Trabalhe com planos e serviços de forma estratégica

A mensalidade não precisa carregar tudo sozinha. Diferentes planos, pacotes e serviços ajudam a equilibrar receita e aumentam o ticket médio sem pressionar o preço base. Além disso, formatos de médio e longo prazo trazem previsibilidade de caixa e reduzem a dependência de oscilações mensais.

Custos fixos e variáveis: o que são?

Analisando margem de lucro

Para entender por que a margem de lucro aperta (ou melhora), é preciso saber exatamente para onde o dinheiro está indo. Na rotina de uma academia, os custos se dividem basicamente em dois grupos: fixos e variáveis. Continue o conteúdo para entender essa separação. 

Custos fixos

Os custos fixos são aqueles que existem independentemente da academia estar cheia ou vazia. Eles sustentam a estrutura e garantem que as portas estejam abertas todos os dias. São despesas mais previsíveis que exigem planejamento, já que dificilmente podem ser cortadas de uma hora para outra.

Entram aqui gastos como o espaço físico, a equipe, contratos recorrentes e tudo aquilo que mantém a operação rodando de forma contínua. 

Custos variáveis

Já os custos variáveis acompanham o movimento da academia. Quanto mais alunos, maior tende a ser esse tipo de despesa. Eles oscilam conforme o uso da estrutura, a rotina diária e até a época do ano.

A boa notícia é que, por serem mais maleáveis, esses custos oferecem oportunidades reais de economia. Ajustes simples no consumo, processos mais eficientes e controle de desperdícios podem gerar impactos positivos diretos na margem de lucro.

Custos indiretos

Além dos custos fixos e variáveis, existem os indiretos (aqueles que não são obrigatórios para abrir a academia todos os dias, mas ajudam o negócio a crescer e se diferenciar). Marketing, tecnologia e capacitação entram nesse grupo. 

Como calcular a margem de lucro na rotina da academia?

O cálculo da margem de lucro não precisa ser complicado. Quanto mais simples, mais fácil fica de acompanhar na rotina da academia.

  • Primeiro, some todas as receitas do período, como mensalidades, serviços extras e vendas;
  • Depois, liste todos os custos e despesas, tanto os fixos quanto os variáveis;
  • Em seguida, subtraia as despesas do total arrecadado para chegar ao lucro líquido;
  • Por fim, divida esse lucro pelo faturamento e multiplique por 100 para encontrar a margem em porcentagem.

Esse número é um dos principais indicadores da saúde financeira da academia e merece atenção constante.

Vale entender também que existem dois tipos de margem de lucro: a bruta e a líquida. A margem de lucro bruta mostra o quanto a operação principal da academia é eficiente, considerando apenas as receitas e os custos diretamente ligados ao funcionamento do treino em si. 

Já a margem de lucro líquida revela o que realmente sobra no caixa após pagar todas as despesas do negócio, incluindo administrativas, impostos, marketing e outros investimentos.

O desafio aqui é tratar esses gastos como investimento, acompanhando de perto o retorno que eles trazem.

Quando o gestor conhece seus custos, define preços com estratégia e acompanha de perto o comportamento dos alunos, as decisões deixam de ser reativas e passam a ser planejadas. 

Uma academia financeiramente saudável ganha fôlego para investir, crescer e atravessar períodos difíceis sem sufoco. E, no mercado fitness, quem domina os números têm muito mais chance de vitória.

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