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Claustrofobia: o que é e como lidar no dia a dia

Foto do autor Escrito por: Lucas Custódio 26 de fevereiro de 2026

A claustrofobia costuma aparecer em momentos comuns do dia a dia, daqueles que pegam a gente de surpresa. Um elevador que demora mais do que o esperado, um avião prestes a decolar, uma porta que se fecha e muda completamente a sensação do ambiente.

Para algumas pessoas, situações assim passam rápido. Para outras, podem despertar um medo intenso, difícil de explicar para quem nunca sentiu. E é justamente por isso que esse tema merece ser falado com mais cuidado, clareza e profundidade.

A seguir, nós vamos entender melhor como a claustrofobia se manifesta, quais sinais podem surgir e que caminhos de apoio podem fazer sentido.

O que é claustrofobia?

Mulher com claustrofobia
A claustrofobia ocorre quando a pessoa sente um medo intenso por estar em um lugar confinado, como elevadores 

A claustrofobia é uma fobia ligada a quadros de ansiedade, marcada por um medo intenso de estar em ambientes fechados ou em situações que despertam a sensação de confinamento. 

Esses gatilhos podem surgir em diferentes contextos, como transporte público lotado, ambientes com pouca circulação de ar, exames como Ressonância Magnética e até situações menos óbvias, como roupas muito justas. Cada pessoa vivencia a claustrofobia de um jeito, mas o ponto em comum costuma ser essa percepção de estar preso, sem saída imediata, mesmo quando não há um perigo real.

Quais são os sintomas mais comuns da claustrofobia?

Os sintomas da claustrofobia podem surgir quando a pessoa está em um ambiente fechado, mas também podem aparecer apenas ao imaginar ou antecipar esse tipo de situação. De forma geral, é como se o corpo reagisse com um estado de alerta imediato, mesmo quando não existe um perigo real. 

Os sinais mais comuns costumam envolver:

Reações físicas

  • Dificuldade para respirar, sensação de falta de ar ou sufocamento;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos, pressão ou desconforto no peito;
  • Suor excessivo, tremores ou calafrios;
  • Formigamento ou dormência, especialmente nas mãos;
  • Tontura, náusea ou boca seca, em momentos de maior angústia.

Reações emocionais e psicológicas

  • Medo intenso de perder o controle, desmaiar ou “não conseguir lidar” com a situação;
  • Urgência de sair do local imediatamente, como uma necessidade de fuga;
  • Sensação de que o espaço está diminuindo, mesmo que o ambiente seja seguro.

É interessante notar que muitos desses sintomas também estão atrelados a um quadro de Síndrome do Pânico, com a qual a claustrofobia é frequentemente confundida.

O que pode causar claustrofobia?

Pessoa com claustrofobia
Muitas pessoas que experienciam claustrofobia viveram episódios traumáticos em suas vidas, mas isso não é necessariamente uma regra

A claustrofobia geralmente não surge por um único motivo. Em muitos casos, ela está ligada a uma combinação de fatores emocionais, experiências de vida e até predisposições individuais. Por isso, cada história pode ser diferente e merece ser compreendida com cuidado.

Entre as causas e contextos mais associados à claustrofobia, estão:

Experiências marcantes ou traumáticas

Para algumas pessoas, o medo pode começar após situações em que espaços fechados foram vividos como ameaça ou angústia, especialmente na infância. Por exemplo:

  • ter ficado preso em um elevador ou em um ambiente escuro;
  • ter se perdido de responsáveis em meio a uma multidão;
  • ter passado por experiências de confinamento ou intimidação.

Aprendizado e ambiente

Em certos casos, a claustrofobia também pode ser influenciada pelo convívio. Uma criança que cresce observando adultos com medo intenso de lugares fechados pode, aos poucos, associar esses espaços a perigo, mesmo sem ter vivido um episódio direto.

Predisposição emocional e biológica

Algumas pessoas podem ter uma sensibilidade maior a situações de alerta e ansiedade. Fatores hereditários e o funcionamento das áreas do cérebro ligadas ao medo podem influenciar como cada indivíduo reage a determinados gatilhos.

Relação com outros quadros de ansiedade

A claustrofobia também pode aparecer junto de outros transtornos, como síndrome do pânico ou estresse pós-traumático. Nesses casos, ela pode fazer parte de um conjunto mais amplo de sinais emocionais que necessitam de acompanhamento profissional.

Claustrofobia tem cura? Como funciona o tratamento da claustrofobia?

Homem fazendo terapia por causa da claustrofobia
A claustrofobia pode ser amenizada com ajuda profissional

Quando falamos sobre claustrofobia, é comum surgir a pergunta: “isso tem cura?”. E aqui vale um cuidado importante: em saúde mental, o termo “cura” nem sempre é o mais adequado, porque cada pessoa vive esse processo de forma única.

O que especialistas costumam reforçar é que a claustrofobia é uma condição altamente tratável. Com o acompanhamento certo, é possível reduzir significativamente os sintomas, recuperar a sensação de autonomia e voltar a viver situações do dia a dia com mais segurança e qualidade de vida.

O tratamento costuma envolver diferentes abordagens, que podem ser combinadas de acordo com cada caso:

Psicoterapia

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das estratégias mais utilizadas no cuidado com fobias. Ela ajuda a pessoa a identificar pensamentos automáticos ligados ao medo e a reconstruir, aos poucos, a forma como o cérebro interpreta determinados gatilhos.

Em vez de “apagar” a sensação, o objetivo é desenvolver recursos para que ela deixe de dominar a experiência.

Exposição gradual e acompanhada

Muitas vezes, o tratamento inclui um processo de exposição progressiva, sempre com orientação profissional. A pessoa entra em contato com situações que geram medo de maneira segura e controlada, respeitando seus limites, até que a ansiedade diminua com o tempo.

Em alguns contextos, ferramentas como simulações ou realidade virtual também podem ser utilizadas como apoio. Diversas pesquisas demonstram que a terapia de exposição ajuda por volta de 90% dos casos de fobias específicas, quando há comprometimento no tratamento. 

Medicação (quando indicada)

Em certos casos, profissionais de psiquiatria podem recomendar medicamentos como complemento, especialmente quando há crises muito intensas ou quando a claustrofobia está associada a outros quadros de ansiedade.

É importante lembrar que a medicação não substitui a psicoterapia, mas pode fazer parte do cuidado em momentos específicos.

Técnicas de regulação e bem-estar

Além do acompanhamento profissional, algumas estratégias podem ajudar no dia a dia, como:

  • exercícios de respiração lenta e consciente;
  • práticas de atenção plena (mindfulness);
  • recursos de relaxamento para momentos de crise;
  • evitar que o medo leve ao isolamento, buscando apoio para enfrentar situações de forma gradual.

Conviver com a claustrofobia pode ser desafiador, especialmente quando situações comuns do dia a dia passam a despertar medo e ansiedade intensa. Mas é importante lembrar que existem caminhos possíveis de cuidado, apoio profissional e estratégias que ajudam a recuperar autonomia e qualidade de vida.

Quando falamos em bem-estar integrado, nós também falamos sobre saúde mental. Entender os próprios sinais, buscar acolhimento e respeitar o tempo de cada jornada faz parte desse processo.

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